Numa “casa” enferrujada nasce uma nova esperança

Esta foi a primeira reportagem que fiz. A ideia surgiu-me da vontade de fugir à rotina em que estava inserido na secção de Desporto no ComUM, no meu primeiro ano de universidade. Nada contra a rotina, atenção: permitiu-me aprender muito sobre como escrever sobre desporto, principalmente sobre futebol, uma modalidade que eu não domino nem na teoria, nem na prática, mas que até aprecio.

Assim sugeri aos editores de Desporto da altura – o Ricardo Costa e o Telmo Crisóstomo – uma série de temas de reportagem que achei serem pertinentes. O tema que avançou foi o que deu origem a esta reportagem: conhecer a equipa de juniores do Gil Vicente que, ao contrário da equipa principal, estava numa série de vitória e lutava, em 2014/2015, pelo título nacional, enfrentando o poderoso FC Porto.

Sendo novato nestas lides, fui (bem) guiado e orientado pelo Telmo na preparação da reportagem e na execução da mesma. No dia em que nos deslocámos ao treino dos juniores no velhinho Adelino Ribeiro Novo – com vista para minha casa – recolhemos as palavras e pensamentos do treinador Nandinho e ainda do Jonathan Rubio – um pequeno hondurenho que furava as defesas das equipas adversárias com grande velocidade – e do Júlio Neiva, na altura capitão da equipa e, devo dizer, amigo.

A reportagem foi uma boa forma de apontar holofotes à formação do clube barcelense. Apesar disso, o Gil parece regularmente esquecer-se disso e faz negócios estrambólicos, indo buscar jogadores de fraca qualidade para a sua equipa principal em vez de apostar nos jovens que forma.

Podem encontrar a reportagem, com imagem do Norberto Valente, aqui, no ComUM. Julgo que para primeira experiência de reportagem, ainda com muletas, foi um bom trabalho e com relevância na altura em que foi lançado.